Acho que a relação entre Patty e Ellen nunca esteve tão interessante quanto agora. As duas não confiam uma na outra, mas de alguma forma estão sempre juntas e cultivam essa "amizade". Ellen aprendeu muito bem com a ex-chefe a manipular os outros e a conduzir uma investigação, tornando-se agressiva e sem medo de enfrentar um caso grande. E hoje foi possível ver uma situação contrária à primeira temporada, quando Patty era quem enganava a todos e dominava a sua então pupila.
Ver Patty na terapia ajuda a entender a cabeça de uma personagem tão fria e reservada. Deu pena vê-la dizendo que não tem confiança em ninguém e ligaria pro 911 quando precisasse de ajuda. E como precisa da Ellen porque se identifica com ela mas não consegue nunca se colocar numa posição vulnerável, algo que só aconteceu por causa do armação. Mas queria ver a Patty como protagonista, sendo bitch com todo mundo e a gente amando tudo ao mesmo tempo.
O caso continua bom, mas ainda sinto falta dos flashforwards matadores que faziam a gente sempre falar aquele WTF? e rezar pra chegar logo na semana seguinte. Gosto da humanização que dão ao personagem do John Goodman, algo que sempre esteve presente quando a série abordava aqueles que são alvos dos processos.
O cara que faz a testemunha é muito bom ator, mas como ele é creditado apenas como ator convidado, acredito que vá sumir. E o capanga que armou o plano mirabolante pra mandar o outro de volta ao Afeganistão já me deixa com um ódio extremo, principalmente quando dá míseros 10 mil dólares pro pobre coitado que foi torturado sem motivo e ainda diz que não sabe se ama o próprio país. Adoro essas ironias de Damages.






0 comentários:
Postar um comentário