Neste episódio 7, Damages apresentou uma leve melhora na qualidade, mas é possível perceber que a série ainda não conseguiu voltar ao roteiro brilhante, engenhoso e redondinho que teve até a terceira temporada. Um exemplo é o fato de Patty conhecer alguém que por sua vez tem um contato que acha que a CIA precisa sofrer uma faxina de tempos em tempos. E a facilidade com que este é morto também impressiona. Além disso, há o fato de que Jerry está envolvido com uma agente francesa que é informada da "traição" do seu país, justamente aquele que precisa desesperadamente fazer um acordo com a Patty. Parece-me coincidência demais.
Por outro lado, gostei de saber que o caso inicial contra a indústria farmacêutica mostrado desde o primeiro episódio teve uma ligação importante com a trama principal, apesar de bastante circunstancial. A última cena mostra que os roteiristas sabem exatamente onde querem chegar e aposto como o final dificilmente vai trazer furos. Mas é inegável que eles têm se enrolado bastante na condução da (curta) temporada e espero que os elementos problemáticos desapareçam no três episódios que faltam.
Foi bom ver a Patty novamente como protagonista, já que ela andou meio ofuscada pela Ellen. O momento em que ela manipula o francês para que ele mesmo faça a comparação com o nazismo foi brilhante e lembrou o modo como a advogada interrogava o Frobisher lá na primeira temporada. Patty foi sagaz também ao aterrorizar o Jerry com as informações que elas obtiveram e pela primeira vez pudemos vê-lo temendo o futuro do caso. Como se não bastasse, ela enfrentou o próprio filho com a frieza que lhe é característica. Alguém duvida que ela vai acabar com ele no tribunal?






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