Depois de um ótimo episódio semana passada e a uma semana do
seu fim, Damages infelizmente voltou a ser irregular.
A série vem tentando criar uma tensão entre as protagonistas
utilizando artifícios que não funcionam ou soam cafonas. Primeiro que a Ellen
não vê o Chris há uns seis episódios e por isso já deveria supor há tempos que
ele já estava morto, algo que seria bastante coerente com as circunstâncias
apresentadas aqui. E só ainda não o fizeram para que o roteiro pudesse utilizar
esse “trunfo” na reta final.
Segundo que a Ellen teve que ouvir aquele discurso brega e
clichê sobre pessoas que se entregam à carreira e outras que formam família
etc., como se isso trouxesse algum tipo de felicidade garantida. Não sei em que
ano aquele cara vive, mas em 2011, certamente uma mulher que se mantém focada
no trabalho (e não em um casamento) não seria discriminada dessa forma. Pareceu
aqueles discursos machistas que aparecem no clímax das comédias românticas para
fazer a mocinha sair correndo atrás no mocinho. Muito cafona.
Assim, sobrou Patty protagonizando a melhor cena do
episódio, ao sonhar com uma reconciliação e um abraço do filho, tão desajeitada
que até eu fiquei constrangido. Mas a realidade é bem diferente e Patty pode
ser uma pessoa mais carente e humana por dentro, mas continua fria na
superfície. E nada humilde.
No entanto, os roteiristas foram inteligentes ao colocar a cena em que
ela recebe seu ex-chefe alcoólatra pedindo que ela destrua Howard e a empresa.
Isso, aliado à personalidade de Patty que a faz ter um desejo de vitória
absurdo, provavelmente fará com que ela não cumpra o acordo com Ellen e resolva
retomar o caso.






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